Desafio do Piquete da Diversidade Cultural debate sobre a formação da população gaúcha | Universidade Feevale

Desafio do Piquete da Diversidade Cultural debate sobre a formação da população gaúcha

15/09/2020 - Atualizado 11h37min

Evento aconteceu de forma on-line, na última semana

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A Escola de Aplicação Feevale realizou, na última semana, o Desafio do Piquete da Diversidade Cultural. O evento, que contou com a participação de estudantes da Instituição, foi um momento para refletir sobre a formação e a diversidade cultural da população gaúcha. A atividade aconteceu de forma virtual, por meio da plataforma Blackboard Collaborate.

O Desafio do Piquete da Diversidade Cultural contou com workshops diários, ministrados por convidados especializados em cada povo que forma o Rio Grande do Sul, além de bate-papos e atividades sobre o tema. Confira abaixo depoimentos de alunos, pais, professores e palestrantes que participaram do evento:

O Desafio do Piquete da Diversidade Cultural foi muito importante para podermos conhecer mais as nossas raízes e conhecer melhor nosso passado. Na oportunidade, conversarmos com pessoas que possuem conhecimentos sobre esse passado e foi muito gratificante. A experiência que tivemos, de poder visitar os lugares que contam uma história única e incrível, é algo que vou levar para sempre na memória.”

Isabelle Souto, primeira etapa do segundo ciclo do Ensino Médio

O Piquete da Diversidade Cultural foi de extrema importância, pois fez com que nós conhecêssemos nossa cultura, como ela começou e o que ela agrega na nossa vida hoje em dia. Acredito que nossa cultura vai muito além do que nós sabemos e que ela continuará evoluindo a cada ano que passar, e muitas coisas irão mudar, mas sempre existirá o passado para contar e fazer com que possamos crescer sem que possamos esquecer de onde nós viemos.”

Giovanna Dresch, 1ª etapa do 2º ciclo do Ensino Médio

O evento foi uma oportunidade ímpar em que pudemos dialogar sobre as experiências de pesquisa e ensino. De uma forma bastante satisfatória, foi possível refletir sobre as experiências dos distintos povos indígenas na formação social, econômica e cultural do Rio Grande do Sul. Enquanto professora universitária da área de História, vejo a atividade como excelente exemplo da aplicabilidade da Lei 11.645/08, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura dos povos indígenas no Brasil como tema transversal no ensino básico, público e privado. Por meio de uma discussão que utilizou literatura, produção audiovisual e diálogo, foi possível falar dos povos indígenas, seus direitos específicos no presente e sua inquestionável importância no passado do Estado de forma comprometida com a superação de visões estereotipadas e preconceituosas.”

Soraia Sales Dornelles (foto), palestrante do workshop Povos Originários

Como pai, pude observar o brilho nos olhos da minha filha ao conhecer as diversas etnias formadoras do povo gaúcho, pois ela gosta de vestido de prenda e de frequentar os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), no entanto, já compreende que isso é um folclore rico, mas que não é a essência do nosso povo, já percebe que a essência está na diversidade em todos os sentidos. E a escola tem esse dever, mostrar aos estudantes como e porque as coisas são, pois está formando sujeitos que serão capazes de serem críticos e questionadores. Como professor, observo que estamos cumprindo com nosso dever de formação de cidadãos, só seremos respeitadores do que de fato conhecemos. Então, com a realização do evento, tenho a tranquilidade de dizer que nossos estudantes saberão exatamente nossa essência, ou seja, que somos filhos de uma diversidade linda.”

Rafael Reis, pai da aluna Helena Reis e professor da Escola de Aplicação

A proposta da escola foi única! Abordar toda a diversidade da formação cultural do Estado no chamado ‘mês farroupilha’ colabora na percepção de que não existe apenas ‘um gaúcho’, e que somos resultado desse processo, que se inicia com os povos indígenas, que já habitavam essas terras antes da chegada dos colonizadores. Como pai de uma aluna da escola, fico muito feliz que ela possa participar desta atividade e que isso colabora muito na formação da cidadania.”

Rodrigo Blasckesi Fernandes, pai da aluna Vitória Fernandes e professor da Escola de Aplicação

A cada semana que se passa, fico mais surpreso com as atividades e a intensidade das propostas feitas pela escola. O Desafio do Piquete da Diversidade Cultural veio para celebrar uma semana muito importante para nós gaúchos, mas, diferentemente do que eu esperava, veio cheio de novidades. As atrações diversas nos trouxeram a verdadeira história de nosso povo, tudo o que influenciou e/ou influencia nossos costumes e nossas tradições. Que tenhamos a oportunidade de poder vivenciar cada vez mais essas atividades incríveis que a escola nos proporciona. Fico extremamente feliz por fazer parte de um time tão comprometido.”

Ricardo Dias, professor da Escola de Aplicação