Poeta Luiz Coronel doa livros à Universidade Feevale | Universidade Feevale

Poeta Luiz Coronel doa livros à Universidade Feevale

08/12/2020 - Atualizado 17h09min

Parceria com o curso de Letras beneficiará estudantes de todos os cursos

cris

O poeta gaúcho Luiz Coronel doou ao curso de Letras da Universidade Feevale, nesta segunda-feira, 7, exemplares da Coleção Dicionários, projeto idealizado por ele, com apoio do Grupo Zaffari. A coletânea homenageia grandes nomes da literatura nacional e internacional, através de verbetes que contextualizam a sua produção. Coronel fez a entrega das publicações à coordenadora do curso de Letras, Cristina Ennes da Silva, que estava acompanhada dos professores Daniel Conte, coordenador do Programa de Pós-graduação em Processos e Manifestações Culturais, e Rosi Ana Grégis, do curso de Letras.

Cristina Ennes ressalta que a literatura e a poesia ocupam um lugar de destaque no curso de Letras da Universidade Feevale, pois configuram-se como instrumento potente para o desenvolvimento crítico reflexivo e para a formação integral dos acadêmicos.

O estabelecimento de parcerias com artistas locais, como no caso do poeta Luiz Coronel, auxilia na ampliação dos horizontes de nossos alunos e, também, de nossa comunidade não só por meio das obras recebidas, mas pelas oportunidades de contato mais estreito”, afirma.

Em quase 15 anos de publicação, o projeto Coleção Dicionários não se limita a apresentar definições literais sobre o significado das palavras nas obras dos autores escolhidos, mas busca mostrar como esse termo aparece na produção do escritor. Através de uma pesquisa aprofundada sobre a obra completa do autor, a equipe de produção seleciona mil verbetes, organizados em ordem alfabética, que constroem essa contextualização e apresentam seu significado.

As obras doadas à Feevale serão destinadas aos estudantes do curso de Letras e também aos acadêmicos do Programa de Pós-graduação em Processos e Manifestações Culturais e do Mestrado em Letras. Além disso, as bibliotecas da Universidade receberão exemplares, que poderão ser acessados por alunos da Instituição e pela comunidade. Confira, a seguir, o que pensa Luiz Coronel:


O regionalismo e o universal na obra do escritor
“O mar e o pampa são planuras que me tangem e abrangem. O mar lagoa lavrada pelos arados do vento. Um homem, a sós no pampa/ante sombra e claridade/lentamente vai ouvir/a densa voz da eternidade.

Sou um interiorano coração. Nasci em Bagé, fronteira com Uruguai. Também Piratini, capital farroupilha, povoa minha infância. Minha mãe, Dona Melinha, trabalhava no posto de saúde. Casada em segundas núpcias com um tratorista, na garupa dos tratores percorri manhãs de geadas, as estradas que levavam às fazendolas da região. Aprendi a vida, a voz, a maneira de ser da gente do interior, que em tudo se parece e em tudo difere dos padrões oferecido entre alaridos folclóricos televisivos.

Com esse suporte nascem as obras Revolução Farroupilha, Comédia Gaúcha, Retirantes do Sul, Memoráveis Parcerias e tantas toadas e milongas, algumas inseridas entre os clássicos do regionalismo, tais como Gaudêncio Sete Luas, Cordas de Espinho e Pilchas.

E lá vão 19 livros de poesia, onde despontam a poesia amorosa e a poesia social. Na poesia dita universal percebe-se a influência de Carlos Drummond de Andrade, em seu aspecto coloquial. Também Quintana, com seu achado lírico, integram minha criação literária. E toda a bagagem de leitura que sustenta um escritor que encare o escrever como paixão, ofício, condição de depoente sobre a vida.”

rosi ana

daniel

O poeta e o homem
“Toda obra literária é biográfica. Estamos imersos em nosso trabalho qual a ostra em sua concha. A influência de outros autores, à medida em que amadurecemos, resulta de um acúmulo de impressões que, unidas, projetam-se neste dado essencial que se chama estilo. O estilo é o homem. Se meu trabalho não for pessoal, inconfundível, não encontrará razão de ser, ficará na escala de suspiros individuais, bissextos, como diria Manoel Bandeira.

Na prosa, o livro Um Cronista Inesperado configura-se como obra memorialista. A crítica, generosamente, aponta o livro com referências elogiosas. “O memorialismo de Marcel Proust renova-se na erudição e fino humor de Luiz Coronel,” escreveu Ascención Rivas, catedrática de literatura brasileira na Universidade de Salamanca, Espanha. Foi conferido ao livro a condição de “livro de cátedra ano 2017” daquela vetusta universidade europeia.

Sergius Gonzaga eleva o valor literário de A Revolução Farroupilha a uma similitude ao Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, ao narrar, num poema, a epopeia dos farrapos. Uma fortuna crítica vasta e cuidadosa confere suporte ao meu trabalho. Não expresso ansiedade de eco. Creio que somente estamos maduros quando nossa alegria e disposição criativa for maior que a busca de reconhecimento.

Escrever há 20 anos poemas semanais em um grande jornal é fato talvez único na imprensa brasileira. Levar a poesia, por decênios à televisão também se revela valioso. Criar alternativas de leitura como o “livro/carta”, experiência francesa, denotam inciativas de comunicação renovadas. A obra infantil denominada Coleção Esquilo, com 10 volumes, já endereça-se à linguagem fílmica e eletrônica, bem como a edições de obra completa para as escolas gaúchas e paulistas.

A Comédia Gaúcha, uma criação exclusiva, resultado de um falar descomprometido e galponeiro, eleva-se em cinco volumes: O Cavalo Verde, O Gato Escarlate, O Cachorro azul, Filé de Borboleta – o Don Juan de Bagé e O Dia em que o Major Alarico Virou Estátua.”

 

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