Novo Hamburgo tem alto risco de surto para dengue e outras doenças causadas por Aedes aegypti | Universidade Feevale

Novo Hamburgo tem alto risco de surto para dengue e outras doenças causadas por Aedes aegypti

08/06/2026 - Atualizado 16h35min

Segundo levantamento do ano demonstrou que 76% das amostras coletadas apresentaram-se positivas para o mosquito transmissor dos vírus de dengue, zika e chikungunya

dengue

Novo Hamburgo encontra-se com alto risco de surto para a dengue e outras doenças relacionadas ao Aedes aegypti. É o que demonstra o segundo boletim informativo com os resultados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do ano de 2026, elaborado pelo projeto de Prevenção e Combate à Dengue, e executado pela Universidade Feevale e Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo. De acordo com o boletim, o município apresentou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 4%, ou seja, a cada 25 imóveis, um teve a presença de indivíduos do mosquito.

Por meio do LIRAa, são visitados, aproximadamente, 5% dos imóveis da cidade em um curto período, gerando um indicativo dos níveis de infestação, a fim de facilitar as ações de controle. Durante os dias do levantamento, 11 a 19 de maio, os Agentes de Combate às Endemias do município visitaram 3.924 imóveis, nos quais foram coletadas 252 amostras de larvas e/ou pupas de mosquitos, que foram encaminhadas para identificação no laboratório da Universidade Feevale. Destas, 76% apresentaram-se positivas para mosquito transmissor dos vírus de Dengue, Zika e Chikungunya.


Depósitos mais comuns seguem sendo os do dia a dia

Os depósitos mais comuns do Aedes aegypti, assim como em anos anteriores, seguem sendo os pequenos recipientes móveis: baldes, bebedouros de animais, vasos com plantas e pratinhos de vasos de flor. Acúmulo de lixo, sucatas e entulhos de restos de construção, bem como pneus, ralos, calhas, piscinas e outros recipientes de difícil remoção de água também representaram grande número.

O coordenador do Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Feevale, Tiago Filipe Steffen, lembra que os dados históricos em Novo Hamburgo demonstram que, nos próximos meses, ocorrerá uma diminuição natural no número de Aedes aegypti, devido à sazonalidade da espécie, por preferir temperaturas mais altas. “Esperamos que a população siga auxiliando, mesmo durante o período mais frio e com menores índices de mosquitos. Assim, contribuirá para que, no próximo período de elevação das temperaturas, uma menor quantidade de criadouros estará disponível para o mosquito”, afirma.

Em casos de denúncia, a população pode acionar o serviço de fiscalização municipal pela ouvidoria SUS, por meio do WhatsApp (51) 99831-6500.


Casos de dengue

Até a semana epidemiológica 21 (dia 30 de maio), foram recebidas 1.928 notificações de casos suspeitos de dengue, sendo 791confirmados, 640 em investigação, 478 descartados e um óbito. O município apresenta 42% dos casos de dengue confirmados para o Estado. Até o final da mesma semana, todos os bairros haviam registrado casos positivos de dengue.


Saiba mais

O Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Universidade Feevale está disponível para realizar atividades sobre o tema em escolas, entidades comunitárias e empresas. Os agendamentos podem ser feitos pelo email projetodengue@feevale.br.

 

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