Desenvolvida para uma residência inclusiva, a estrutura ergonômica estimula os sentidos e promove autonomia para pessoas com deficiência

A engenharia pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social e inclusão. Prova disso é o projeto Entre Sentidos, uma iniciativa idealizada e construída por estudantes de diferentes Engenharias da Universidade Feevale. O projeto teve início no componente curricular Projeto Aplicado I, com a realização do diagnóstico e durante esse semestre no componente curricular projeto Aplicado II, o grupo de alunos realizou a intervenção, sob acompanhamento das professoras Danielle Martins e Daiana Arnold. O grupo implementou uma horta sensorial e totalmente acessível em uma residência inclusiva para pessoas com deficiência, localizada no município de São Leopoldo.
A ação uniu os acadêmicos Amanda Nunes (Engenharia Química), Douglas Paz (Engenharia da Computação), Eduarda da Silva (Engenharia Mecânica), Eduardo Zenglein (Engenharia de Produção), Francisco Constant (Engenharia Civil), Gabriel Back (Engenharia da Computação), Jônatas Chaves (Engenharia Mecânica), Natália Reinhardt (Engenharia Química) e Thaila da Silva (Engenharia da Computação). Juntos, projetaram uma horta elevada com canteiros ergonômicos, pensados estrategicamente para permitir que os moradores da residência participem ativamente de todas as etapas do cultivo, desde o plantio e a rega até a colheita, superando limitações físicas e intelectuais.

Para garantir que a estrutura fosse funcional e também segura e resistente às ações do tempo, os estudantes aplicaram critérios técnicos e científicos. A horta foi construída utilizando uma base de metal combinada com madeira autoclavada (tratada contra apodrecimento e cupins), resultando em um design durável e totalmente adaptável às necessidades dos usuários.
A horta funciona como um espaço terapêutico e educativo. Ao interagir com diferentes texturas, aromas, cores e sabores das plantas, os moradores têm seus sentidos estimulados em um ambiente acolhedor e inclusivo. Além dos benefícios terapêuticos e do fortalecimento dos laços entre os moradores e a comunidade, o projeto traz um retorno prático e sustentável para a instituição, a produção de alimentos frescos e saudáveis que serão integrados às refeições diárias da residência.