Projetos Criança na Mídia e Cidade Viva propõem reflexão sobre discriminação no ambiente escolar

A fotografia como possibilidade para refletir sobre questões relacionadas à discriminação no ambiente escolar. Esse foi o desafio proposto na formação Alfabetização das Imagens e Direitos Humanos no Território Escolar, realizada nesta terça-feira, 26, pela Universidade Feevale na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Professora Helena Canho Sampaio, em Lomba Grande, Novo Hamburgo. A atividade integrou o planejamento coletivo da escola e mobilizou todo o corpo docente, da Educação Infantil ao 5º ano, além da equipe diretiva.
Os trabalhos realizados pelo grupo de pesquisa Criança na Mídia: Núcleo de Pesquisa em Comunicação, Educação e Cultura e pelo projeto de extensão Cidade Viva: crítica midiática como ato comunicacional antidiscriminatório, da Feevale, foram conduzidos por Alisson Brum, publicitário, mestre e doutor em Diversidade Cultural e Inclusão Social pela Instituição, que compartilhou pesquisas desenvolvidas na interface entre mídia, direitos humanos e educação do olhar. A formação integra o Convênio Educação Antidiscriminatória, realizado em parceria entre a Universidade e a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo.
O pesquisador possui uma trajetória consolidada nas discussões sobre fotografia e direitos humanos. Sua atuação se iniciou como bolsista de extensão, desenvolvendo oficinas de fotografia em escolas, passando posteriormente pela iniciação científica e pela elaboração de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), no qual produziu um guia voltado à alfabetização visual. Na sequência, aprofundou a temática em sua pesquisa de mestrado, desenvolvendo uma proposta formativa sobre alfabetização visual. Atualmente, em seu doutorado, realiza uma nova etapa da investigação, ampliando a discussão sobre a relação entre fotografia, direitos humanos e processos educativos.
Experiência e relevância
A atividade ocorre em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Smed). A iniciativa articula ações de pesquisa e extensão, contando também com a participação de acadêmicos dos programas de pós-graduação em Processos e Manifestações Culturais e em Diversidade Cultural e Inclusão Social da Feevale.
Para a professora Saraí Schmidt, integrante do projeto Cidade Viva e coordenadora do grupo Criança na Mídia, a experiência desenvolvida nas escolas públicas possui relevância por ampliar práticas pedagógicas que estimulam o pensamento crítico, a sensibilidade e a leitura das múltiplas linguagens presentes no cotidiano dos estudantes. "Em uma sociedade marcada pela intensa circulação de imagens, trabalhar a alfabetização visual no espaço escolar torna-se uma estratégia importante para promover o reconhecimento das diferenças, o enfrentamento de práticas discriminatórias e a construção de uma cultura pautada nos direitos humanos. Além disso, iniciativas como essa fortalecem a escola pública como espaço de formação cidadã, diálogo e transformação social", comenta.