Violência de gênero e direitos humanos na pauta das ações do convênio Educação Antidiscriminatória 2026 | Universidade Feevale

Violência de gênero e direitos humanos na pauta das ações do convênio Educação Antidiscriminatória 2026

10/04/2026 - Atualizado 13h23min

Reunião entre Universidade Feevale e SMED de Novo Hamburgo aconteceu nesta sexta-feira, 10, no Câmpus II

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Foi realizada nesta sexta-feira, 10, na reitoria da Universidade Feevale, localizada no Câmpus II, a reunião anual de planejamento e alinhamento das ações do convênio Educação Antidiscriminatória 2026. Participaram do encontro a professora Saraí Schmidt, coordenadora do grupo de pesquisa Criança na Mídia e da equipe do projeto social Cidade Viva, e a professora Fernanda Oliveira, do Departamento de Diversidade da Secretaria Municipal de Educação (SMED) de Novo Hamburgo.

Inicialmente, a mestranda em Processos e Manifestações Culturais da Instituição, Juliana Fleck, apresentou um balanço dos resultados do convênio em 2025. Por meio da parceria, as/os pesquisadoras/es compartilham suas pesquisas com o objetivo de oferecer elementos para a construção coletiva de uma educação pública antidiscriminatória em Novo Hamburgo. Em 2026, a ideia é avançar ainda mais, ampliando as discussões sobre direitos humanos nos territórios plurais da cidade.

Já no mês de abril, começa o curso Afirmando direitos, enfrentando violências: gênero e justiça no território escolar, com encontros mensais até novembro. A proposta parte do reconhecimento de que a violência de gênero é uma grave violação de direitos humanos e um problema social persistente no Rio Grande do Sul, que registra, nas últimas décadas, centenas de casos de feminicídio e milhares de ocorrências de violência doméstica contra mulheres. Nesse cenário, é fundamental fortalecer a escola como um espaço de produção de conhecimento, escuta e intervenção, capaz de promover a igualdade de gênero e contribuir para a construção de uma cultura de direitos humanos.

Segundo a professora Saraí, responsável pela coordenação do convênio, pesquisas nacionais recentes indicam a existência de correlação entre preconceito, discriminação e a aprendizagem dos estudantes. “É preciso humanizar os dados e fortalecer processos de mudança no ambiente escolar para promover a diversidade. A proposta deste acordo de cooperação é desenvolver um programa sem custos para os cofres públicos e com impacto social significativo, promovendo a aprendizagem. Sem dúvida, temos uma parceria muito potente entre a Universidade e a SMED. Há um empenho coletivo para mobilizar a discussão sobre direitos humanos na comunidade escolar, assim como o interesse das escolas em buscar essa formação para ampliar o debate”, destaca.

A professora Fernanda Oliveira, do Departamento de Diversidade da SMED, ressalta que essa é uma construção permanente. “Esse é um trabalho que mobiliza as escolas e trata de temas sensíveis e fundamentais no nosso tempo. A integração entre a rede pública e a universidade tem sido muito importante, e vemos, a cada ano, o aumento de experiências significativas nas escolas. A Secretaria de Educação tem investido bastante para ampliar esse debate na comunidade escolar, e o convênio com a Feevale fortalece ainda mais esse processo”, salienta.

Os resultados obtidos até o momento mostram que as formações realizadas possibilitaram a reflexão e a construção de novas práticas antidiscriminatórias, tanto dentro da escola quanto na relação com a comunidade. As atividades também mobilizam acadêmicos dos programas de pós-graduação em Processos e Manifestações Culturais e em Diversidade Cultural e Inclusão Social, com a integração do projeto social Cidade Viva: crítica midiática como ato comunicacional antidiscriminatório.

 

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