
Projeto de Prevenção e Combate à Dengue, realizado em parceria pela Feevale e Prefeitura, divulgou resultados do levantamento de índices dos mosquitos
O projeto de Prevenção e Combate à Dengue, realizado em parceria pela Universidade Feevale e a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo, divulgou um boletim informativo com os resultados do quarto Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do ano. O índice encontrado pela equipe dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – responsável por realizar as atividades em campo –, foi igual a 2,3%, ou seja, conforme definições do Ministério da Saúde, Novo Hamburgo se encontra em alerta para surto para doenças virais transmitidas pelos mosquitos. Os números inspiram cuidado, por estarmos às vésperas do verão – os dados históricos mostram que meses mais quentes registram um aumento natural no número do vetor da dengue e outras arboviroses.
Por meio do LIRAa, são visitados, aproximadamente, 5% dos imóveis da cidade em um curto período, gerando um indicativo dos níveis de infestação, a fim de facilitar as ações de controle. Durante a semana do levantamento, entre 3 e 10 de novembro, os agentes visitaram 3.988 imóveis, nos quais foram coletadas 245 amostras de formas imaturas de mosquitos, as quais foram encaminhadas para identificação no laboratório da Universidade Feevale. Destas, 45% apresentaram-se positivas para Aedes aegypti.
Os depósitos mais comuns, assim como em anos anteriores, seguem sendo os pequenos recipientes móveis: baldes, bebedouros de animais, lonas mal esticadas, vasos com plantas e pratinhos de vasos de flor. Acúmulo de lixo, sucatas e entulhos de restos de construção, bem como pneus, ralos, calhas, piscinas e outros recipientes de difícil remoção de água também representaram grande número.
A partir de dados levantados no LIRAa, entre 2013 e 2025, é possível constatar que os meses de verão e outono, entre dezembro e maio de cada ano, são os mais críticos quanto aos valores de infestação e, logo, mais prováveis de ocorrência de surtos por arboviroses transmitidas pelo mosquito. Durante esses meses, há combinações climáticas favoráveis à proliferação do mosquito, com altas temperaturas e uma distribuição equilibrada das chuvas.
Por isso, alertamos a população para redobrarem os cuidados acerca de criadouros em potencial. É fundamental que todos sigam engajados na prevenção às doenças e na eliminação do mosquito”, afirma Tiago Filipe Steffen, coordenador do projeto de Combate e Prevenção à Dengue na Feevale.
Até o dia 10 de novembro, todos os bairros do município apresentaram registros de pessoas infectadas pelo vírus da dengue, porém, as regiões mais afetadas pela circulação viral foram os bairros Canudos e São Jorge, com mais de 70% dos casos confirmados. Em Novo Hamburgo, até a data, haviam sido recebidas 4. 499 notificações de casos suspeitos de dengue, sendo 3.280 confirmados, 333 em investigação e 886 descartados, com um óbito.
Em casos de denúncia, a população pode acionar o serviço de fiscalização municipal pela ouvidoria SUS, por meio do WhatsApp (51) 99831-6500.
Saiba mais
O Projeto de Extensão de Combate e Prevenção ao Mosquito da Universidade Feevale está disponível para realizar atividades sobre o tema em escolas, entidades comunitárias e empresas. Os agendamentos podem ser feitos pelo email projetodengue@feevale.br.