Médica e escritora ministrou aula magna da Pós-Graduação da Universidade Feevale na noite desta segunda-feira, 5

Na noite desta segunda-feira, 5, centenas de pessoas estiveram no Teatro Feevale para ouvir a médica Ana Cláudia Quintana Arantes. A autora de A Morte é Um Dia Que Vale a Pena Viver reuniu alunos, professores e comunidade em mais de uma hora de conversa marcada pela emoção e reflexão. Intitulada Faça a Sua Vida Valer a Pena, a palestra, realizada por meio da Pós-Graduação da Universidade Feevale, abordou a trajetória da autora na medicina e da importância de estarmos atentos à capacidade que temos de cuidar uns dos outros e, de muitas vezes, não a colocarmos em prática.
A programação da noite foi aberta com uma apresentação do Coral 50+, formado pelos alunos dos cursos de idiomas da Instituição.
O evento foi uma oportunidade de olhar para o cotidiano com novas perspectivas e refletir sobre como as escolhas podem contribuir para uma vida mais consciente, significativa e conectada ao que realmente importa. “A palestra de hoje nos mostra a importância de agregar oportunidades ao tempo que temos, que felizmente, está cada vez maior. Estudar e adquirir conhecimento é uma das formas de aproveitar a vida, o que temos à nossa disposição. Fico muito feliz de ver aqui alunos, pessoas que dedicam seu tempo a aprender cada vez mais”, disse, na abertura, o reitor da Feevale, José Paulo da Rosa.
Na sequência, a pró-Reitora de Ensino, Maria Cristina Bohnenberger, destacou a importância do evento como inauguração de um novo momento para os alunos e professores da Pós-Graduação. “Para além dos conhecimentos da pós-graduação, em aula, é importante acrescentarmos elementos mais profundos, como esse que estamos vivendo aqui”, afirmou. Ela ainda destacou que a palestra de Ana Cláudia marca a oferta de uma nova proposta, de parceria com empresas da região para que seja possível trazer para o teatro pessoas de referência para debates e reflexões.
A plateia se mostrou emocionada durante a palestra, como quando Ana Cláudia disse o quanto é difícil falar do “fim”. Especialista em cuidados paliativos, ela falou sobre o peso que essa expressão carrega e como as pessoas relutam em tocar no assunto. No entanto, a explanação da médica foi focada justamente na vida e na importância de valorizar cada momento. “A morte é uma excelente professora e a vida é sua primeira assistente. Vivam todos os momentos intensamente, porque podem ser os últimos”, afirmou.