Painel modular e interativo foi criado para atender demandas de acessibilidade e acolhimento na comunidade escolar

Acadêmicas do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Feevale desenvolveram e instalaram um painel sensorial na Escola Municipal de Educação Básica Presidente Getúlio Vargas, em Novo Hamburgo. A iniciativa busca promover a inclusão e oferecer um espaço de apoio à autorregulação sensorial de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e demais estudantes que possam se beneficiar do recurso.
O projeto foi realizado por meio da unidade curricular de Projeto Aplicado II, ministrada pelas professoras Cristine Kassick e Daiana Cristina Metz Arnold. O trabalho teve início com o diagnóstico das necessidades da escola no segundo semestre de 2025, me projeto Aplicado I, e foi concluído com a etapa de intervenção no primeiro semestre de 2026.
A proposta surgiu a partir de uma demanda apresentada pela equipe escolar, que identificou a necessidade de um espaço adequado para auxiliar estudantes que necessitam de estímulos sensoriais para concentração, relaxamento e autorregulação emocional. Após a etapa de diagnóstico, as acadêmicas desenvolveram um painel sensorial composto por diferentes elementos táteis, visuais e interativos, projetados para estimular os sentidos de forma lúdica e segura.
Como diferencial, o painel foi concebido em módulos com formato de colmeia, permitindo diferentes configurações de layout conforme as necessidades da escola. Além disso, a estrutura conta com suportes móveis, possibilitando que os módulos sejam transportados e utilizados em diferentes ambientes da instituição.

A participação da comunidade escolar foi um dos pilares da iniciativa. Metade dos módulos foi confeccionada pelas acadêmicas da Feevale e a outra metade pelos próprios estudantes da EMEB Presidente Getúlio Vargas. A proposta buscou fortalecer o sentimento de pertencimento dos alunos, tornando-os parte ativa da construção do novo espaço.
Segundo a orientadora da escola, Muriel Rodrigues, a experiência evidenciou o poder transformador da arquitetura no ambiente escolar. “Ao ouvir necessidades, acolher diferentes perspectivas e planejar espaços mais inclusivos, foi possível perceber que pequenas mudanças podem gerar grandes impactos. Nosso agradecimento às estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Feevale, que transformaram sonhos e necessidades em propostas concretas para uma escola mais acolhedora. Embora o projeto tenha sido pensado para atender crianças com autismo, seus benefícios alcançam toda a comunidade escolar, reforçando que a inclusão acontece quando os espaços são planejados para todos", afirmou.
Participaram do projeto as acadêmicas Djulia da Rosa, Gabriela Calil, Helena Balzan, Laura Bergamo, Laysa Motta, Mariana Campos, Nicoli Datsch e Tamires Pohren.