Exposição que celebra pioneiros do design de calçados está aberta ao público | Universidade Feevale

Exposição que celebra pioneiros do design de calçados está aberta ao público

28/02/2019 - Atualizado 17h08min
Abertura da exposição

A mostra, que comemora os 50 anos da Feevale, destaca o legado de Ruy Chaves, José Maria Carrasco Menna e Carlos Gilberto Simon

Três dos principais designers de calçados de Novo Hamburgo são celebrados na exposição Legados e memórias: Museu Nacional do Calçado. A mostra, que tem curadoria de Ida Helena Thön, inaugurou na noite desta quarta-feira, 27, com um coquetel para convidados. A mostra abriu para o público nesta quinta-feira, 28, apresentando peças que dimensionam o trabalho de Ruy Chaves, José Maria Carrasco Menna e Carlos Gilberto Simon.

Em sua fala na abertura da mostra, o presidente da Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur), Roberto Cardoso, ressaltou a importância da exposição, que comemora os 20 anos de fundação do Museu Nacional do Calçado e os 50 anos da Universidade Feevale e de sua mantenedora. “Queremos prestar uma homenagem a todos que colaboraram com doações e iniciativas de continuidade deste museu. Que a chama deixada nestes legados e memórias permaneça junto de todos nós, para mantermos acesa a iniciativa, o pioneirismo e o desenvolvimento da nossa região”, afirmou.

A responsável pelo Museu, Ida Helena Thön, fez um agradecimento aos idealizadores do espaço e a Carlos Gilberto Simon, estilista que estava presente no evento. A diretora do Museu, Márcia Blanco Cardoso, lembrou os 50 anos da Feevale, uma “universidade comunitária, inovadora e conectada ao mundo”, e disse que o Museu tem um relevante papel na preservação da memória do setor coureiro-calçadista.

Já o reitor Cleber Prodanov falou sobre a fundação do Museu, que recebeu muitas doações de calçados, entre as quais, do estilista Carlos Gilberto Simon. Segundo ele, o espaço não se constitui apenas como um museu de sapatos, mas um local de pesquisa, que preserva a memória e a cultura da região e que representa uma herança dos antepassados. “Que nessa mostra não se enxergue apenas um passado glorioso, mas uma possibilidade de mantermos preservada uma parte muito grande da memória pessoal, coletiva e institucional”, afirmou, acrescentando que é uma honra, para a Universidade Feevale, abrigar o Museu, que possui um acervo de cerca de 25 mil peças. 

Sobre o Museu

O Museu Nacional do Calçado (MNC) conserva a memória da atividade coureiro-calçadista do país. Ida, que coordena o museu, explica que a mostra foi concebida para evidenciar por meio de calçados, fotografias e troféus a importância que o trio de criadores tem na história do setor coureiro-calçadista do Vale do Sinos. Ao mesmo tempo, o pioneirismo deles é associado ao da Feevale, que há meio século impactou os processos educacionais da região.

A história da produção de calçados na região remonta a 1797, quando Nicolau Becker instalou o primeiro curtume em Novo Hamburgo. Outro marco foi a criação, por Pedro Adams Filho, da primeira fábrica de calçados do Vale do Sinos, em 1898. Na década de 1960, Chaves, Simon e Carrasco estabeleceram um novo patamar de qualidade e refinamento. “Antes deles, só se produziam peças pretas e marrons, além de brancas para as noivas”, lembra Ida. “Eles começaram a usar cores e materiais diferenciados”.

Chaves (1911-1998) foi o primeiro estilista de calçados de Novo Hamburgo, sua terra natal, e o “grande inovador”, nas palavras de Ida. Estabeleceu parâmetros inéditos de criatividade a partir da fábrica batizada com o nome dele. Em sociedade com Pedro Adams Neto, ainda lançou outra fábrica, a Grande Gala. Não produzia em larga escala, pois seu foco era outro, mais refinado. Muito celebrado, primeiras-damas e artistas, como Hebe Camargo, escolhiam suas peças.

Sem medo de ousar, Chaves projetou internacionalmente seu nome e o da cidade. Criava modelos com os mais variados materiais, incluindo escamas de peixe. Um detalhe: suas peças eram perfumadas com uma fragrância exclusiva. Ele é uma das poucas pessoas que receberam duas vezes (1971 e 1972) o prêmio de melhor estilista do mundo da Academia Italiana de Designer, considerado o Oscar do calçado.

Carrasco (1924-2008), natural da Espanha, chegou ao Brasil com 28 anos e tornou-se um dos grandes nomes do design de calçados. Em 1954, passou a viver em Novo Hamburgo, em decorrência da expansão da indústria calçadista do Vale do Sinos. Além da atividade criativa, prestou diversos serviços de assessoria em maquinários e inovou processos de fabricação. Em 1958, desenvolveu o primeiro calçado de plástico injetado do mundo. Também idealizou a primeira esteira industrial para produção de calçados do Brasil. Ida comenta que ele fazia questão de dizer que criava “999 modelos por semestre, não mil”. Para apresentar as peças, durante a Feira Nacional do Calçado (Fenac), promovia concorridos desfiles em sua residência.

Simon (1942), natural de São Leopoldo, era um estilista com experiência internacional e se tornou grande incentivador da fundação do museu, tanto que foi a primeira pessoa a doar peças para o acervo da instituição. Sua trajetória começou em 1967 na empresa Czarina, da qual foi sócio e estilista.

Serviço:

  • O quê: exposição Legados e memórias: Museu Nacional do Calçado
  • Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h15 às 12h e das 13h30 às 18h, e sábado, das 9h às 12h
  • Local: Universidade Feevale – Câmpus I
  • Agendamento de grupos: (51) 3584-7101, gabrielaermel@feevale.br ou ida@feevale.br

Confira as fotos:

Abertura Exposição Legados e Memórias - MNC
 

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