Universidade Feevale recebe comitiva finlandesa nesta quinta-feira | Universidade Feevale

Universidade Feevale recebe comitiva finlandesa nesta quinta-feira

Representantes da Finland University tratarão sobre parcerias na pós-graduação e também na Feevale Digital

10/04/2019 - Atualizado 16h01min

Quatro representantes da Finland University, consórcio que reúne instituições de ensino da Finlândia – Universidade do Leste da Finlândia, Universidade de Tampere, Universidade de Turku e Universidade Åbo Akademi –, estarão na Universidade Feevale nesta quinta-feira, dia 11. O objetivo é elaborar um cronograma de cooperação em programas de pós-graduação lato sensu e também tratar sobre possibilidades de cooperação com a Feevale Digital.

Participarão da agenda Jarkko Wickström, diretor de Operações da Finland University; Ari-Veikko Anttiroiko, professor da Faculdade de Administração de Empresas e Administração Pública; Anna Alasuutari, gerente de Relacionamento; e Niina Nyyssölä, gerente de Relacionamento em Educação Internacional.

Pela manhã, os finlandeses participarão de um encontro com a pró-reitora de Ensino da Feevale, Angelita Gerhardt, e de reuniões com professores da Instituição para tratar sobre pós-graduação lato sensu e possibilidades de parceria envolvendo a Feevale Digital. À tarde, a comitiva estará presente na cerimônia de inauguração do polo Feevale Digital em Esteio, que acontecerá a partir das 14h, na Rua Engenheiro Hener de Souza Nunes, 102.

Sobre a Finland University

O acordo firmado no ano passado com a Finland University tem foco em avanços dos projetos educacionais e em práticas inovadoras, prevendo a preparação de professores para que possam adotar metodologias e tecnologias de trabalho das instituições finlandesas. “Nossa parceria com a Finlândia é para mudar o conceito da questão do ensino na Feevale em todos os níveis”, projeta Cleber Prodanov. “O centro do processo é o aluno e sua relação com o professor, e isso impactará todas as nossas ações.”

Rankings internacionais que aferem qualidade da educação entre diversos países posicionam a Finlândia no topo, em todos os níveis educacionais. Esse reconhecimento é fruto de investimentos e de metodologias desenvolvidas há pelo menos 160 anos, quando Uno Cygnaeus (1810-1888) criou o sistema educacional público finlandês. Ele estabeleceu uma metodologia própria, depois de viajar por vários países para conhecer o que havia de melhor em propostas educacionais.

Alguns dos princípios defendidos por Cygnaeus foram o caráter laico das escolas e a criação de uma faculdade para formação de professores, que começou a funcionar em 1862. Os recursos naturais da Finlândia eram água, madeira e frio. Com a estruturação do sistema educacional, foi montada uma escola a cada 15 quilômetros nas zonas rurais.

Em 1969, houve uma grande reforma, que estabeleceu a igualdade como princípio e duas obrigatoriedades: todo cidadão deve estudar até o nono ano e todo professor precisa ter mestrado. Também foi criada uma didática específica para cada disciplina, fruto de pesquisas desenvolvidas para esse fim.

O investimento contínuo do país em educação acabou destacado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), instituído em 2000, e que afere o desempenho escolar a cada três anos: a Finlândia venceu as três primeiras edições e ficou em terceiro lugar em 2009. Isso despertou um interesse grande pela educação do país.

No total, existem 40 universidades no país. As chamadas científicas, estruturadas a partir da pesquisa e abrangendo todas as áreas do conhecimento nos mais diversos níveis, incluindo estágios pós-doutorais, totalizam 14. As outras 26 têm foco nas ciências aplicadas. Todas as universidades são públicas e oferecem formação básica de cinco anos, sendo três dedicados à graduação em tempo integral e dois ao mestrado. As de ciências aplicadas são responsáveis pela formação pedagógica dos professores do ensino básico ao superior.

Entre o final dos anos 1980 e início dos 1990, as universidades finlandesas passaram a praticar mobilidade acadêmica. Na atual fase de internacionalização, estão interessados em cooperação baseada não apenas no intercâmbio de alunos, mas na formação de professores e na criação de cursos de graduação e de pós-graduação.