Deputado estadual Miguel Rossetto esteve em Novo Hamburgo para saber mais sobre impacto das cobranças na comunidade acadêmica

O reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, recebeu, na manhã desta sexta-feira, 6, o relator da CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Miguel Rossetto. Na reunião, o reitor entregou ao deputado um estudo elaborado pela Instituição que analisa os efeitos da implantação do free flow prevista pelo governo estadual no Bloco 1 de concessões rodoviárias, que abrange municípios do Vale do Sinos, Paranhana e Hortênsias.
De acordo com o levantamento, dos cerca de 10 mil estudantes da Universidade, 1.244 residem em municípios diretamente impactados pelos novos pontos de cobrança – que vão aumentar de dois para oito no trajeto dos alunos. Para Rossetto, os dados demonstram que o modelo proposto pelo governo pode comprometer o acesso ao ensino superior e gerar prejuízos sociais e econômicos para a região.
Segundo o levantamento apresentado, estudantes que hoje pagam R$ 6,50 em pedágios enfrentarão aumentos expressivos com o novo modelo. Um aluno que se desloca de Sapiranga para estudar em Novo Hamburgo, por exemplo, poderá passar a pagar R$ 18,64, um aumento de 186%. Para estudantes vindos de Taquara, o valor pode chegar a R$ 29,68, representando alta de 356%. Já para quem se desloca de Três Coroas, a tarifa poderá atingir R$ 33,36, um aumento de 410%.
Após a demonstração, Rossetto convidou o reitor para apresentar, na Comissão Parlamentar de Inquérito, esses dados. Rossetto também informou que a bancada do Partido dos Trabalhadores analisa uma proposta alternativa para melhorar a segurança e a qualidade da infraestrutura rodoviária da região.
O estudo prevê que a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) assuma a administração das estradas, com pedágios com valores mais baixos, além de investimentos de R$ 1,5 bilhão provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), recursos públicos provenientes da suspensão da dívida do Estado com a União.