Atividade, que acontece nesta segunda-feira, 27, integra ações do Convênio Educação Antidiscriminatória entre a Universidade e Prefeitura de Novo Hamburgo

Professora Saraí na edição do ano passado
A Universidade Feevale inicia, nesta segunda-feira, 27, a formação de professores da rede pública municipal de Novo Hamburgo, com o tema Afirmando direitos, enfrentando violências: gênero e justiça no território escolar. O curso integra o Convênio Educação Antidiscriminatória entre a Universidade Feevale e Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo. A atividade acontece a partir das 14h, no auditório do prédio Azul, no Câmpus II.
Serão sete encontros mensais, de abril a novembro, que visam desenvolver reflexões e estratégias pedagógicas para o enfrentamento das violências de gênero, a partir da valorização da voz e da experiência dos profissionais da escola, articulando educação, direitos humanos, mídia e letramento jurídico no contexto do Rio Grande do Sul. O desenvolvimento dos trabalhos é realizado pelo grupo de pesquisa Criança na Mídia: Núcleo de Pesquisa em Comunicação, Educação e Cultura e pelo projeto social -Cidade Viva: crítica midiática como ato comunicacional antidiscriminatório_, ambos da Universidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SMED). A proposta da integração pesquisa e extensão articula a participação de acadêmicos dos programas de pós-graduação em Processos e Manifestações Culturais e em Diversidade Cultural e Inclusão Social.
A professora Sarai Schmidt, coordenadora do grupo de pesquisa Criança na Mídia e da equipe do projeto social Cidade Viva, explica que a proposta parte do reconhecimento de que a violência de gênero constitui grave violação de direitos humanos e um problema social persistente no estado, que registra, nas últimas décadas, centenas de casos de feminicídio e milhares de ocorrências de violência doméstica contra mulheres.
Nesse cenário, torna-se fundamental fortalecer a escola como território de produção de conhecimento, escuta e intervenção, capaz de promover a igualdade de gênero e contribuir para a construção de uma cultura de direitos humanos”, pontua Saraí.
O curso busca articular educadores/as que atuam no cotidiano da escola pública, reconhecendo seus saberes, práticas e experiências como elementos centrais para compreender como desigualdades e violências atravessam os territórios escolares e os discursos sociais, inclusive aqueles produzidos e disseminados pelas mídias. A proposta enfatiza a alfabetização midiática como ferramenta para problematizar estereótipos de gênero, ampliar a leitura crítica da informação e enfrentar discursos discriminatórios presentes no espaço público.
Outro eixo estruturante da formação é o letramento jurídico, compreendido como o acesso e a apropriação crítica de conhecimentos sobre direitos, legislações e mecanismos de proteção relacionados às violências de gênero, às discriminações e à proteção de crianças e adolescentes. “Esse processo busca ampliar as possibilidades de atuação dos/as educadores/as na orientação, prevenção e encaminhamento de situações de violação de direitos no ambiente escolar”, esclarece Saraí. Ao final do curso, serão promovidos espaços de diálogo e socialização de experiências pedagógicas desenvolvidas nas escolas, fortalecendo a participação da comunidade escolar na construção de práticas educativas comprometidas com a equidade, a proteção de mulheres e meninas e a constituição de territórios escolares mais seguros, democráticos e acolhedores.