Novo Hamburgo está em alerta de surto para dengue e outras doenças causadas por Aedes aegypti | Universidade Feevale

Novo Hamburgo está em alerta de surto para dengue e outras doenças causadas por Aedes aegypti

28/09/2026 - Atualizado 14h51min

dengue

Levantamento de inverno, o terceiro do ano, demonstrou que 41% das amostras coletadas apresentaram-se positivas para o mosquito transmissor dos vírus de dengue, zika e chikungunya

O boletim infirmativo de inverno com os resultados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), o terceiro do ano, demonstra que Novo Hamburgo encontra-se em alerta de surto para dengue e outras doenças relacionadas ao vetor. Elaborado pelo projeto de Prevenção e Combate à Dengue da Universidade Feevale a partir de dados da Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo, o boletim informa que o município apresentou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,5%, ou seja, a cada 67 imóveis, um teve a presença de indivíduos do mosquito.

Por meio do LIRAa, são visitados, aproximadamente, 5% dos imóveis da cidade em um curto período, gerando um indicativo dos níveis de infestação, a fim de facilitar as ações de controle. Durante os dias do levantamento, 31 de agosto a 10 de setembro, os Agentes de Combate às Endemias do município visitaram 3.930 imóveis, nos quais foram coletadas 153 amostras de larvas e/ou pupas de mosquitos, que foram encaminhadas para identificação no laboratório da Universidade Feevale. Destas, 41% apresentaram-se positivas para mosquito transmissor dos vírus de dengue, zika e chikungunya.

População deve estar atenta aos depósitos mais comuns

Os depósitos mais comuns do Aedes aegypti, assim como em anos anteriores, seguem sendo os pequenos recipientes móveis: baldes, bebedouros de animais, vasos com plantas e pratinhos de vasos de flor (39,7%). Ralos e calhas entupidas representaram 23,8%, acúmulo de lixo, 19%, e pneus, 12,7%.

O coordenador do Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Feevale, Tiago Filipe Steffen, lembra que os dados históricos em Novo Hamburgo demonstram que, nos próximos meses, ocorrerá um aumento natural na população de Aedes aegypti, pelo fato de a espécie apresentar melhor desenvolvimento em temperaturas mais elevadas.

É fundamental contar com o apoio da população, tanto na inspeção regular de imóveis para identificação e eliminação de recipientes que possam acumular água, quanto na busca imediata por atendimento nas Unidades de Saúde ao surgimento de sintomas sugestivos de arboviroses. A detecção precoce dos casos contribui para a assistência adequada e fortalece as ações de vigilância epidemiológica e controle da transmissão”, afirma Steffen.

Em casos de denúncia, a população pode acionar o serviço de fiscalização municipal pela ouvidoria SUS, por meio do WhatsApp (51) 3097-9445.

Histórico

Até a semana epidemiológica 36 (de 6 a 12 de setembro), foram recebidas 2193 notificações de casos suspeitos de dengue, sendo 1114 confirmados, 53 em investigação, 1020 descartados e um óbito. O município apresenta 46% dos casos de dengue confirmados para o Estado.

Saiba mais

O Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Universidade Feevale está disponível para realizar atividades sobre o tema em escolas, entidades comunitárias e empresas. Os agendamentos podem ser feitos pelo email projetodengue@feevale.br.

 

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