Iniciativa da Escola de Aplicação faz estudante viajar e conhecer outras culturas sem sair de casa | Universidade Feevale

Iniciativa da Escola de Aplicação faz estudante viajar e conhecer outras culturas sem sair de casa

22/06/2020 - Atualizado 20h43min

Projeto Arrumando as Malas é voltado a alunos da 1ª etapa do quarto ciclo da Escola

Escola

Em tempos onde as possibilidades de viajar são remotas, em virtude da pandemia de coronavírus, a Escola de Aplicação Feevale encontrou uma maneira para estimular os estudantes a conhecerem outros lugares do mundo, sem que seja preciso sair de casa. Cinco professores da Instituição idealizaram o projeto Arrumando as Malas, que tem como objetivo fazer com que os alunos conheçam diversidades ambientais e culturais, ampliem a sua visão de mundo e reflitam sobre as consequências das intervenções humanas no planeta. A iniciativa é voltada aos estudantes da 1ª etapa do quarto ciclo da Escola, que conversam com brasileiros que já viajaram para diferentes lugares do mundo, por conta da sua profissão, e com nativos de outros países.

Daronco2

O primeiro convidado a participar do Arrumando as Malas foi o árbitro de futebol Anderson Daronco, que possui escudo Fifa. No encontro virtual, que aconteceu no dia 10 de junho, os estudantes conheceram um pouco mais sobre a profissão do entrevistado. No bate-papo, Daronco contou sobre as suas experiências no apito, as diferentes culturas que conheceu e os fatos engraçados que ocorreram nas suas viagens para o Catar e Arábia Saudita (na Ásia), Argentina, Paraguai, Peru e Equador (na América do Sul). Na ocasião, ele também falou como se prepara para apitar jogos em climas e temperaturas diferentes, sobre a necessidade de falar outro idioma, como inglês e espanhol, e como está enfrentando a quarentena, já que os campeonatos estão paralisados e não há partidas para apitar.

Segundo as alunas Amanda Linck e Manuela Greven, a conversa com o Daronco foi muito produtiva, sendo possível saber algumas curiosidades sobre o futebol, a vida e a rotina de um árbitro.

O que mais gostei foi do Daronco respondendo nossas perguntas com uma grande liberdade e simpatia e de quando falou sobre o perrengue que já passou na profissão”, revela Amanda. "Pude aprender um pouco sobre algumas culturas diferentes, como é caso de os uruguaios serem bem receptivos”, diz Manuela.

Mariana

Preparação para as próximas entrevistas

A segunda entrevistada do projeto foi a acadêmica de Jornalismo e estagiária da Agência Experimental de Comunicação (Agecom) da Universidade Feevale, Mariana Giacomet. Na conversa realizada no dia 19 de junho, Mariana auxiliou na qualificação das perguntas que os estudantes irão elaborar nas próximas entrevistas, que vão ser realizadas com o moçambicano, Ângelo Martins Muganiua Francisco, na próxima quarta-feira, 24, e com o casal de brasileiros radicados em Berlin, na Alemanha, Ana Backes e Eduardo Vieira, no dia 3 de julho.

Na conversa, Mariana falou da influência do pai, Rodrigo Giacomet, na escolha da sua graduação, e mostrou a importância de haver uma preparação para fazer uma entrevista, que é preciso saber quem é o entrevistado, a pauta e como deve ser a postura e o vocabulário do entrevistador. Também deu dicas para os alunos evitarem perguntas longas e cuidar o que os colegas estão perguntando, para não repetir o questionamento.

Após a apresentação, foi a vez dos estudantes questionarem a acadêmica sobre diversos temas, como qual a área que vai se especializar dentro da profissão, se já tinha passado por uma saia justa durante alguma entrevista, quantas já tinha realizado, se havia entrevistado algum famoso e qual a entrevista com maior repercussão. A futura jornalista, que foi aluna da Escola de Aplicação, respondeu que está o tempo toda conectada às notícias relacionadas à Covid-19, contou que tem realizado entrevistas on-line com pessoas que estão fora do país. Para Mariana, a entrevista que teve grande repercussão e que o entrevistado que se surpreendeu positivamente com uma de suas perguntas sobre o coronavírus foi com o pesquisador e professor do mestrado em Virologia da Feevale, Fernando Spilki.