
Mostra gratuita convida o público a refletir sobre como a cultura, a história e as experiências pessoais influenciam a percepção da beleza
O que faz algo ser belo ou feio? Como se aprende a reconhecer determinadas formas, rostos e corpos como bonitos e a rejeitar outros? Essas são algumas das questões que orientam a exposição “Beleza e Fealdade”, que pode ser visitada, gratuitamente, até o dia 27 de outubro, na Biblioteca do Câmpus II da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo.
A mostra propõe um percurso visual com imagens, vídeos, esculturas, objetos e perguntas que convidam os visitantes a refletir sobre os critérios usados para julgar a aparência e sobre como esses parâmetros são construídos ao longo do tempo. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 22h, com entrada gratuita e aberta à comunidade.
Organizada por Dallen Fragoso, consultora de imagem e linguagem visual, e pelos professores da Universidade Feevale Marina Seibert Cezar e Júlio César Herbstrith, a exposição surgiu de uma inquietação relacionada ao trabalho de Dallen: como aprendemos a reconhecer o belo e a rejeitar aquilo que consideramos feio?
A partir dessa pergunta, os organizadores reuniram diferentes referências e perspectivas para criar uma experiência que aproxima questões estéticas do cotidiano. O percurso aborda desde ideais históricos de proporção e harmonia até a influência da publicidade, dos padrões de beleza, das redes sociais e das tecnologias de geração de imagens por inteligência artificial. “Queríamos dividir essas inquietações com o público e criar um percurso em que cada imagem e objeto pudesse provocar uma lembrança, um estranhamento ou uma pergunta sobre o próprio jeito de olhar”, explica Dallen.
Ao longo da exposição, os visitantes são convidados a observar como as referências culturais e as memórias pessoais participam da percepção da beleza, muitas vezes sem que isso seja percebido. As obras e os elementos apresentados também estimulam questionamentos sobre a influência das imagens que se consome, as comparações realizadas e as expectativas construídas em relação à própria aparência e a dos outros.
A proposta não é apresentar respostas definitivas nem estabelecer novos padrões, mas ampliar o repertório visual e abrir espaço para diferentes interpretações. Ao aproximar imagens de épocas, origens e linguagens distintas, a mostra convida o público a perceber que o olhar não é neutro: ele também é moldado pelas experiências, pelo contexto e pelas referências acumuladas. “Quanto do que consideramos bonito sempre nos pareceu assim? O que acontece com o nosso olhar quando ampliamos as referências?”, são algumas das perguntas que atravessam a experiência e permanecem como convite à reflexão após a visita.
O quê: Exposição “Beleza e Fealdade”
Visitação: até terça-feira, 27 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 22h
Onde: Biblioteca do Câmpus II da Universidade Feevale (ERS-239, 2755, Novo Hamburgo)
Entrada: gratuita e aberta ao público
Organização: Dallen Fragoso, Marina Seibert Cezar e Júlio César Herbstrith