
Minidocumentário traz relatos emocionantes de pacientes e médico sobre falta de conhecimento sobre a condição e as complicações à saúde física e mental
A Vozes do Advocacy, federação que reúne 28 organizações de diabetes, lança a campanha “Vamos falar de DOT” para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce sobre a doença ocular da tireoide. Além disso, alerta para o preconceito que as pessoas com a condição enfrentam e o impacto à saúde causado pelas dificuldades de acesso ao tratamento adequado.
Conhecida também como oftalmopatia ou orbitopatia de Graves, a doença ocular da tireoide é autoimune, inflamatória e pode causar repercussões de longo prazo, como desfiguramento facial, estrabismo e neuropatia óptica, que pode levar à perda da visão. Para detalhamento dos sintomas, as pessoas costumam ter retração palpebral, dificuldades ao fechar os olhos, vermelhidão, inchaço, olhos projetados para fora, olho seco, sensação de areia nos olhos, fotofobia, lacrimejamento excessivo e visão embaçada. Quando a condição não se manifesta nos olhos, ela apresenta os sintomas de hipertiroidismo.
Além disso, causa efeitos psicológicos que interferem no dia a dia de uma pessoa com a condição, como perda de autoconfiança, impacto psicossocial pela mudança na aparência e sintomas de estresse e ansiedade. Pode reduzir, ainda, a capacidade de realizar atividades diárias, incluindo o trabalho. Pacientes apresentam risco sete vezes maior de necessitar de licença médica no primeiro ano após o diagnóstico, além de menor chance de retornar à carreira e risco quatro vezes maior de aposentadoria por invalidez.
Mundialmente, a DOT tem incidência de 16 casos a cada 100 mil mulheres e 2,9 casos a cada 100 mil homens. No país, o número de pessoas afetadas ainda é desconhecido.
Campanha traz informações e depoimentos
A campanha tem como objetivo levar informações sobre a gravidade da condição para a população, ajudar a reduzir o estigma sofrido pelos pacientes e discutir o diagnóstico tardio, bem como as dificuldades de acesso ao tratamento adequado, que pode levar mais de três anos. O minidocumentário, veiculado nas redes sociais das organizações e no site da campanha vamosfalardedot.com.br, traz o depoimento do endocrinologista Cléo Otaviano Mesa Junior e relatos de pessoas com a condição, como Paulo José Campelo, Patrícia Gasques e Ana Maria Ramos.
A campanha foi realizada pela produtora e agência Fator Digital, com apoio da Amgen. Para saber mais sobre a doença e assistir ao minidocumentário, acesse vamosfalardedot.com.br.
Sobre o Vozes do Advocacy
Com a participação de 25 associações e de três institutos de diabetes, o Vozes do Advocacy é uma Federação de Organizações que promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a população brasileira sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas as condições, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado delas.