RELAÇÕES ENTRE AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE, ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS DE IDOSAS QUE FREQUENTAM UM PROJETO SOCIAL DE UMA CIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, RS
Anna Regina Grings Barcelos
Ligia Ignêz Engelmann de Oliveira
RESUMO
Com o aumento da expectativa de vida, a população idosa vem crescendo nas últimas duas décadas, caracterizada por uma feminização do envelhecimento, fato devido às maiores taxas de mortalidade em homens do que em mulheres. Nesse contexto, o presente estudo teve como principal objetivo analisar a autopercepção de saúde de mulheres idosas que frequentam um Projeto Social de uma cidade do Vale do Rio dos Sinos, RS. O método de pesquisa foi de natureza quantitativa com abordagem descritiva, sendo utilizado para a coleta de dados um questionário contendo informações sociodemográficas, autopercepção de saúde e presença de doenças crônicas não transmissíveis. A amostra deste estudo constituiu de 67 idosos do sexo feminino, participantes de atividades físicas regulares e orientadas, selecionadas por conveniência. Para a análise dos dados, utilizou-se a estatística descritiva para apresentar os resultados através das distribuições de frequências absolutas (n) e relativas (%), valores mínimos e máximos, médias aritméticas e seus respectivos desvios-padrão.
As comparações entre os níveis de satisfação de "autopercepção da saúde" em relação às demais variáveis foram executadas através do teste não paramétrico de Qui-Quadrado (?2). Os resultados encontrados na pesquisa caracterizam a amostra com variação de idade de 60 a 79 anos (média = 67,0 ± 5,2 anos); 46,3% são casadas, 59,7% possuem o ensino fundamental incompleto e 37,3% recebem de um a dois salários mínimos, sendo que 73,1% têm como sua procedência a aposentadoria. Observou-se que 34,3% das idosas avaliaram seu estado de saúde positivamente (satisfeito); em relação à atividade física praticada grande parte da amostra participa da ginástica - 85,1%, sendo que 62,7% realizam a prática de atividades duas vezes por semana; 52,2% possuem pressão alta e excepcionalmente 40,3% não possuem nenhum tipo de doença crônica não transmissível. Não se evidenciou qualquer associação significativa da percepção do estado de saúde em relação às variáveis do estudo. Considerando os resultados expostos, entende-se que a atividade física é vista como um componente particularmente importante na vida dos idosos, estabelecendo determinantes capazes de identificar e facilitar ações de manutenção e promoção da saúde.
Palavras-chave: Envelhecimento. Atividade física. Autopercepção de saúde. Doenças crônicas não transmissíveis.