A crise econômica mundial, deflagrada pelos Estados Unidos da América e pela União Europeia, evoca uma discussão pertinente sobre os rumos sociais e econômicos mundiais. Somos nós reféns de uma sociedade globalizada em que todos "adoecemos" economicamente juntos?
A questão da capacidade de endividamento do tesouro Americano confirma as mazelas econômicas em que os Estados Unidos estão submergidos em função do gasto público indiscriminado. Os norte-americanos gastaram 3,7 trilhões de dólares com guerras nos últimos 10 anos, além disso, o tesouro emprestou 13,4 bilhões de dólares, no final de 2008, à General Motors. Dessa forma, o governo "estatizou" 61% da empresa automobilística.
A Europa vive uma crise financeira fruto do desequilíbrio econômico entre os países do bloco. Isso faz com que os governos locais, de países como Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha, tomem medidas econômicas que repercutem, decisivamente, no social. A Grécia, por exemplo, nos últimos anos, tem gastado mais do que arrecadado. O acordo que a Grécia assinou com o FMI, um empréstimo de 110 bilhões de euros, prevê demissão de funcionários públicos, aumento de impostos e privatizações. O desemprego já atinge 16% da população, sendo de 40% entre os jovens.
Todo esse descalabro econômico, certamente, afeta e afetará mais ainda as áreas sociais. Quem paga os juros da dívida feita pelos governos para sustentar guerras e financiar a iniciativa privada? Certamente, a população, através de impostos e corte de benefícios sociais, como elevação da idade de aposentadoria e ideia de estado mínimo com a privatização de serviços públicos. As estruturas econômicas são prioridade ou somos nós, os sujeitos sociais? Qual a tendência por vir no século XXI? Veremos!
Prof. Dr. Gustavo Roese Sanfelice
Editor-chefe da Revista Conhecimento Online