Feevale estabelece novo marco em criatividade e inovação | Universidade Feevale

Feevale estabelece novo marco em criatividade e inovação

13/12/2018 - Atualizado 15h25min
Hub

O Hub One é um espaço de convergência e sinergia criativa com capacidade de potencializar e atrair recursos locais e externos


A Universidade Feevale deu um importante passo em seu processo de desenvolvimento com a inauguração, na manhã desta quinta-feira (13/12), do Hub One de Criatividade e Inovação (Rua Rubem Berta, 38, bairro Vila Nova, próximo ao Câmpus II). Em uma concorrida cerimônia, cerca de 300 pessoas conheceram o novo ambiente de tecnologia, empreendedorismo e inovação que representa a expansão do parque tecnológico para dentro do câmpus. A estrutura passa a operar com todo o seu espaço ocupado, totalizando 22 empresas. Há uma fila de espera formada por 10 outros empreendimentos.

O início da recepção ocorreu fora do prédio, o que permitiu a apreciação do trabalho do artista Rafael Jung, que grafitou a fachada externa. Quando os convidados entraram no Hub One, começou a apresentação da banda Corpo Docente, formada por quatro professores e um aluno da universidade.

O protocolo transcorreu de maneira descontraída, conduzido por Camila Bauermann, aluna de Artes Visuais da Feevale. Ela convidou que participassem do descerramento da placa alusiva à inauguração o reitor Cleber Prodanov, a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Susana Kakuta, a prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt, o presidente da Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur), Roberto Cardoso, e a diretora de Inovação da Feevale, Daiana de Leonço Monzon.

Em seu pronunciamento, Prodanov classificou o dia de espetacular e fantástico. Disse que o sentido do Hub One é reunir, em um mesmo ambiente, empreendedores, professores, alunos, empresários e a comunidade. “É uma grande experiência transformadora da universidade e da sociedade”, avaliou. “Uma universidade do século 21 precisa de estrutura, pessoas e conhecimento do século 21.”

Pessoas conectadas

O Hub One de Criatividade e Inovação não se trata apenas de um condomínio de empresas, mas de um espaço para conectar pessoas, uma plataforma de interligação onde convergem o conhecimento e a experiência da academia e do empresariado. “O Hub One não é um prédio, mas um conceito: um espaço diferenciado, onde não se sabe quem é aluno, professor, empreendedor ou visitante, um espaço aberto, para que as pessoas possam estar aqui sendo felizes e trabalhando naquilo que gostam”, define Prodanov. A universidade investiu cerca de R$ 4 milhões na reforma e adequação do pavilhão.

Em um mesmo ecossistema, há empresas incubadas e residentes, espaços e laboratórios voltados à graduação, à pós-graduação, à pesquisa e à integração de pessoas. Alunos, professores, pesquisadores e empresários conviverão em um ambiente aberto 24 horas por dia e que também representa um marco artístico: o Hub One é o primeiro prédio totalmente grafitado do Rio Grande do Sul.

Criatividade e inovação

Um hub de criatividade e inovação é um espaço de atração e encontro entre pessoas que procuram experimentar, desenvolver e explorar a sua criatividade em nível empresarial e acadêmico. A proposta do Hub One é acolher e apoiar empresas e projetos que atuam em duas áreas intensivas em conhecimento e inovação: 1) indústria criativa e 2) tecnologia da informação2 e comunicação.

As indústrias criativas constituem um grande ramo que tem como matéria-prima fundamental o conhecimento e a criatividade (individual ou grupal). As atividades não se limitam apenas a áreas culturais. Entre os segmentos de atuação no Hub One, destacam-se arquitetura, artes visuais, audiovisual, animação, comunicação, design, edição, entretenimento, eventos, fotografia, games, gastronomia, literatura e mercado editorial, moda, multimídia, música, publicidade, rádio, software aplicado à economia criativa, turismo cultural, engenharia e biotecnologia.

O Hub One foi concebido para integrar as atividades do Feevale Techpark com todos os atores e estruturas da universidade, criando uma total sinergia entre as iniciativas, sejam empresariais, acadêmicas, de pesquisa e de prestadores de serviços, entre outros. Esse habitat é norteado pelos princípios de produção colaborativa, multidisciplinar, compartilhada e aberta. Isso envolve a oferta de espaços de coworking, exposição, exibição, negócios, ensino, pesquisa e desenvolvimento, convivência, sociabilidade e laboratórios. A concepção do Hub One articula no mesmo caminho diversos projetos, ações, recursos humanos e cursos de graduação, de pós-graduação e de extensão da Feevale que têm na produção criativa e intelectual a base de sua atividade.

O objetivo é criar um espaço de convergência e sinergia criativa com capacidade de reconhecer e atrair recursos locais e externos, bem como fornecer meios de transformar esse capital intangível em valor econômico, social, cultural e financeiro. No espaço, há ambientes de desenvolvimento de projetos e negócios, de visibilidade, de cooperação e de sociabilidade, característicos do setor criativo.

A universidade tem como meta tornar o Hub One um ecossistema criativo capaz de mobilizar o imaginário e, consequentemente, a atenção e os esforços das novas gerações de líderes, estudantes e artistas que têm dificuldades em encontrar nas universidades, nos parques tecnológicos e incubadoras tradicionais a ressonância necessária para produtos, serviços e modelos de negócios ainda não desenvolvidos.

Para isso, reúne em um mesmo ambiente pessoas que, embora atuando em ramos diferentes, compartilham a necessidade de criação em todas as suas formas e busquem novos produtos e modelos de negócios que resultem da intersecção entre linguagens, design, arte e tecnologia.

Ecossistema criativo

O Hub One contribuirá de maneira expressiva para o desenvolvimento de um ecossistema criativo, em permanente articulação com as mais diversas áreas de conhecimento e de negócios. O formato se inspira nas principais iniciativas de desenvolvimento de espaços criativos pelo mundo, de maneira a permitir possibilidades de trocas, conexões, ambientes colaborativos, alta tecnologia e diversidade cultural.

Para a concretização desse objetivo, a iniciativa contempla suportes mais tradicionais ligados aos parques tecnológicos – como consultorias em planejamento de negócios, inovação, financeira, comercial, assessoria jurídica, apoio para a legalização do empreendimento, comunicação e marketing –, além de treinamento em técnicas de venda, pitching, propriedade intelectual e gerenciamento de projetos. O maior desafio é que esse ambiente integre diferentes módulos criativos de forma a potencializar os resultados dos projetos, e não apenas compartimentando-os.

O prédio

O prédio do Hub One tem 1.681,40 m² distribuídos no térreo e no mezanino, destinados à instalação de empresas até então abrigadas na unidade de Novo Hamburgo do Feevale Techpark e de novos negócios. Nele também funcionarão ações existentes na Feevale que servirão de apoio a estas atividades e que tenham integração com o ensino, a pesquisa e a extensão. A estrutura resultou da reforma realizada em um antigo pavilhão de 900 m². 

A nova unidade aumenta em 78% a área das antigas instalações do parque tecnológico em Novo Hamburgo, permitindo que sejam abrigadas não apenas as empresas já instaladas, mas outras. O projeto arquitetônico, executado pela Gerhard + Spindler Arquitetura, foi inspirado em empresas e startups mundialmente famosas, com conceito fabril, em que a arquitetura elementar complementa a tecnologia ali desenvolvida.

A inovação se traduz em uma construção diferenciada de todas as partes do projeto, com materiais atemporais, como vidraçaria e estruturas metálicas, no sentido de que as empresas que se instalem ali busquem a integração entre elas e com a universidade. As portas e paredes são de vidro, e não há previsão de instalação de cortinas, para que os ambientes permaneçam visualmente integrados. Os profissionais receberam a missão de criar um espaço que propiciasse conexões e fosse convidativo. “A arquitetura ajuda a implementar o conceito que inspirou a concepção do Hub One”, explica Daiana de Leonço Monzon.

Há 23 salas, sendo duas de reuniões, com capacidade para abrigar 200 profissionais em espaços abertos de trabalho compartilhado, salas privativas e incubadora. O ambiente é mutável e flexível, adaptável às necessidades. No centro do andar térreo, funcionará o coração do Hub One: um espaço de coworking. Não será operado pela Feevale, mas pela Pocket Creative Lab Marketing Digital Ltda.

Grafitagem

Rafael Jung, graduado em Artes Visuais pela Feevale, é autor do grafite de quase 600 m² que cobre as paredes externas do Hub One. Ele teve liberdade de criação, partindo do conceito do projeto implementado no prédio. Jung resolveu partir de um personagem que desenvolve em sua trajetória artística desde 2012 e que foi tema de seu trabalho de conclusão de curso na Feevale: Panito, uma criatura que tem cabeça de boneco de neve, corpo de retalhos e pés e mãos inspirados no próprio autor.

Nas paredes, Panito aparece em duas versões: uma original, representando a área de humanidades, e outra tecnológica, com corpo de robô. Ambas se encontram inseridas em uma floresta tropical, onde a poção do conhecimento (que representa a universidade) está guardada dentro de um frasco. Entre as árvores, movimentam-se peixes, que ajudam a compor o ambiente de diversidade de espécies típico de uma floresta – e de uma universidade. Prodanov comenta que a floresta é uma representação perfeita para o conceito do Hub One, pois nela habitam diferentes seres, desde pequenas samambaias e musgos até castanheiras robustas, além de todas as espécies de animais.

A pintura foi concluída no dia 10 de dezembro. Jung e um auxiliar trabalharam diariamente, das 13h30 às 20h. Na pintura da floresta, usaram sete galões (18 litros cada) de tinta acrílica. Na composição dos bonecos, dos peixes e da poção do conhecimento, o autor consumiu cerca de 70 latas de tinta spray.

Veja fotos:


Hub One de Criatividade de Inovação
 
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