Biovech é forte aliado no combate à Leishmaniose

29/05/2017 - Atualizado 30/05/2017 17h57min
Fernando Kreutz, durante instalação da Neovech no Feevale Techpark, em 2016.
Fernando Kreutz, durante instalação da Neovech no Feevale Techpark, em 2016.

Produto desenvolvido por empresa do Feevale Techpark teve patente recentemente depositada no INPI


O Biovech, produto lançado em 2016 pela Neovech, empresa de bio e nanotecnologia incubada no Feevale Techpark, pode se tornar um aliado também no combate a Leishmaniose. O biolarvicida de uso doméstico é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), auxiliando no combate ao Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti e confirmado como o principal causador do surto de microcefalia no país no ano passado. Sua patente já foi depositada nos Estados Unidos e agora, também, no  Instituto Nacional da Propriedade Intelectual Brasileiro (INPI).

“O produto deve ser aplicado – borrifado -  diretamente nos criadouros, em locais com água parada e em áreas de possível acúmulo de água, mas também sobre plantas e jardins, bem como ao redor de canis e áreas onde há acumulo de animais”, explica Fernando Kreutz, líder do Grupo FK Biotec, ao qual pertence a Neovech, e professor e pesquisador da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Segundo pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Bacillus thurigienses israeles (BTI), bactéria de solo inofensiva presente no produto, pode eliminar larvas do mosquito palha, que é o transmissor da Leishmaniose, e insetos adultos, desde que os mesmos se alimentem dos cristais proteicos nela  existentes. 

De acordo com Kreutz, a proteína presente no Biovech não é tóxica, portanto não agride o meio ambiente, e é inofensiva a seres humanos, animais domésticos, aves, peixes e plantas. “Ingerida pela larva do mosquito ou pelo mosquito adulto, a larva é transformada em uma toxina. Isso ocorre porque o intestino do mosquito tem um pH alcalino e possui uma enzima que transforma a proteína em toxina que, acaba por matar o inseto (larva e adulto)”, salienta.

Parceria para pesquisa

Em junho de 2016, a Universidade Feevale, a FK Biotec e a PUCRS formalizaram uma parceria para aprofundar pesquisas sobre o mosquito Aedes Aegypti e os diferentes tipos de vírus que podem ser transmitidos por ele. Parte dessa iniciativa levou ao desenvolvimento de um novo repelente, o Khala Nanotech, que estará disponível no mercado já para no verão. “A vantagem de utilizar nanotecnologia é aumentar a bioadesividade do produto na pele através da formação de uma película hidratante”, explica a farmacêutica, mestre em biotecnologia farmacêutica, Sarah Selbach.

Esses são exemplos concretos de se transformar ciência em tecnologia e inovação, gerando um produto de grande impacto para a população. “Conseguimos isso utilizando nossa capacidade científica, tecnológica e de empreendedorismo”, acrescenta Kreutz.

A FK Biotec

Ao longo de 15 anos de atuação, a FK Biotec é pioneira no setor de biotecnologia no Brasil. Está à frente de importantes projetos, como da vacina anticâncer, dos testes imo-diagnósticos, nanocosméticos, biofármacos e, recentemente, no lançamento do primeiro larvicida biológico do país para uso doméstico. “É uma inovação brasileira que busca contribuir para as ações de combate ao mosquito Aedes e às doenças decorrentes desse vetor,” destaca Fernando, sobre a importância de pesquisadores brasileiros estarem à frente desse tipo de desenvolvimento. O Grupo FK atua com pesquisadores próprios e através de parcerias com universidades de todo o Brasil, entre as quais, a Universidade Feevale. 

O Biovech

A tecnologia elimina os focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Febre Zika e Chikungunya. “É um forte aliado à saúde pública do país,” avalia a doutora em Biotecnologia, Ana Letícia Vanz, coordenadora do Projeto Biovech.

Sua fórmula é produzida utilizando a bactéria Bacillus thuringiensis, variedade israelenses (BTI), que contém os cristais da proteína Cry. Uma vez ingeridos pela larva do mosquito, os cristais provocam a sua morte, evitando que se torne um mosquito adulto transmissor de doenças. "Ou seja, ao aplicar o produto nas áreas de risco, a larva ingere essa proteína e morre," explica Ana. A tecnologia mata a larva dos mosquitos em até 24h.

O Biovech é biológico porque não agride o meio ambiente.  Tem a vantagem de matar as larvas do mosquito sem deixar qualquer tipo de resíduo tóxico, sendo inofensivo a seres humanos, animais domésticos, aves, peixes e plantas.

Sobre a Neovech

Empresa do Grupo FK Biotecnologia, a Neovech chegou ao mercado para entregar soluções de alta tecnologia, seguindo a tendência mundial de produtos bio e nanotecnológicos que combatam as pragas urbanas. Com suas fórmulas exclusivas, seu objetivo é ser pioneira no mercado doméstico de biolarvicidas, oferecendo conforto, segurança e tranquilidade, de forma limpa e natural. 

A Neovech integra o Feevale Techpark, fazendo parte da estratégia de firmar a região como um polo regional da indústria da saúde no Rio Grande do Sul. “O uso intensivo de nanotecnologia voltado à biotecnologia cria oportunidades para empresas que estão instaladas no Feevale Techpark e fortalece sua relação com a Universidade”, informa o pró-reitor de Inovação da Feevale, Cleber Cristiano Prodanov.

 
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